“No sabía qué sentir”

Eu não sei bater pênalti. Eu mal e mal jogo futebol. Não me culpe: eu era goleiro. Não durou muito, é verdade, mas os meus primeiros dias de futebol eu os passei embaixo das traves. Eu era um bom goleiro. O melhor da escola. Mas – eu sempre conto essa história – um dia o treinador nos colocou contra uns guris de uma categoria cinco anos acima da nossa, o que faz uma diferença brutal quando tu tens dez anos de idade, e levamos quinze a um. Eu fui o goleiro dos quinze a um. E vocês não vão acreditar se eu disser que não tive culpa nos gols e que até joguei bem. Desde então eu tenho me afastado do arco. Ganhei uma desculpa mais forte para isso quando comecei a usar óculos. Dizer que hoje jogo em todas é propaganda enganosa: jogo em qualquer uma – na que sobrar. Meus passes saem imprecisos, meus chutes vão tortos e me sustento na base do carrinho. Acima de todas as deficiências, eu não sei bater pênaltis. Mas um dia eu soube defendê-los. 

E uma vez por semana, no mínimo, me pego sonhando com as hipóteses. Sonho mesmo, daqueles que se tem dormindo, não o tipo de sonho poético que se tem acordado. Acordo com o rosto empapado pela baba no travesseiro sabendo que havia pouco estava vendo todo o hipotético resto da minha vida como goleiro. Se é verdade que os sonhos são representações de nós mesmos em universos paralelos (ns), sempre perco a memória antes de saber se em outra dimensão triunfei com a camisa um e ainda sou capaz de quebrar o braço para evitar um gol, como certa vez me aconteceu. Mas lembro de ter me visto pegando pênaltis. Esperando até o último momento e saltando com precisão, para espalmar, agarrar ou desviar com a ponta dos dedos uma bola que ainda atinge perigosamente a trave. Acredito que o sonho de todo goleiro – sonho daqueles que se tem acordado – seja a defesa do pênalti decisivo numa série de cobranças após a partida, e nunca botei fé no Taffarel quando ele dizia que, em 1994, torcia para o pênalti de Baggio ir para qualquer lugar, menos para as suas mãos, porque não queria ser visto como “o” herói.

O tal pênalti decisivo em final de campeonato é o cenário mais repetido na literatura sobre o futebol. Ainda assim, é muito raro que o goleiro seja o foco dessas narrativas. Os autores querem drama. E o drama definitivamente não paira sobre o arqueiro em seu único momento de inocência. Ainda que o austríaco Peter Handke tenha lançado até um famoso livro intitulado “A angústia do goleiro diante do pênalti”, todos sabemos que a real angústia está do outro lado. Em “O suborno”, um conto de Plínio Marcos, o protagonista é um craque decadente e relegado à segunda divisão que, pago pelo adversário para não marcar gols na decisão, se vê diante da responsabilidade de cobrar um pênalti aos quarenta minutos do segundo tempo de um empate por zero a zero: “Aos quarenta minutos da fase final do jogo decisivo do campeonato da segunda divisão do futebol do absurdo, o juiz, um maldito juiz, sujo como um porco, bebedor de suor, chupador de sangue, coloca a bola, a bola, a bola na marca do pênalti, da penalidade máxima, e ele, ele o veterano, o craque de tantas glórias, o mais experiente do time, se coloca pra chutar. Ele que recebeu dinheiro, dinheiro, dinheiro pra não marcar nem aquele, nem nenhum gol.

Ele, o veterano, que se vendera por saber que já tinha pouca bola, que dificilmente teria alguma chance de gol, é colocado para decidir entre o amor-próprio e o acordo ilícito de antes da partida. Está condenado independentemente da decisão que tomar. O gaúcho Aldyr Garcia Schlee foi outro que se debruçou sobre a melancolia do cobrador do pênalti em “A falta de Tabaré”. O texto é todo entremeado por registros de uma decisão real por penalidades máximas entre Nacional e Peñarol, valendo vaga na Libertadores. Mas o que realmente interessa, ali, é a história de Tabaré, um tipo lendário que nunca fez golo contra e jamais errou um penal – e que, esquecido em sua pequena glória particular, terminaria por tirar a própria vida. Em geral é justamente o contrário que atormenta: a lembrança eterna do erro, e não o esquecimento de tantos acertos. Sobre isso, o espanhol Julio Llamazares escreveu “Tanta paixão para nada”, um conto-reportagem a respeito do inferno vivido por Miroslav Djukic, o sérvio que errou o pênalti que teria dado ao Deportivo de La Coruña seu primeiro título nacional, no último minuto da última rodada do campeonato de 1994.

Sem ser o personagem central da trama, o goleiro aparece com algum destaque a mais num dos contos mais clássicos sobre penalidades máximas – “O pênalti mais longo do mundo”, do argentino Osvaldo Soriano. A história dá conta de uma decisão de campeonato “num lugar perdido do vale do Rio Negro”, em 1958, e é recomendável que você leia o texto de Soriano antes de seguir neste aqui, porque eu contarei o final. Era a última rodada, e os dois primeiros colocados se enfrentavam: o Deportivo Belgrano, campeão havia dez anos consecutivos, e o azarão Estrella Polar. O empate era do Belgrano, que perdia até o último lance, quando o juiz assinalou a favor deles uma infração dentro da área. O pênalti mais longo do mundo leva uma semana para ser batido porque os jogadores do Estrella, indignados, botam o apitador para dormir – e o restante da partida, que é apenas a cobrança, fica adiado para o outro domingo. Jogando pela taça e pela paixão de uma moça que no fim das contas não será sua, o arqueiro Gato Díaz defende o tiro. Faz história, mas mesmo no ápice tem consciência do quão fugazes são os momentos doces dos goleiros. Dois anos mais tarde o narrador do conto marcará um gol em Díaz, e ouvirá do camisa um: “Bien, pibe. Algum dia, quando fores velho, vais contar por aí que fizeste um gol no Gato Díaz. Mas então já não vai haver quem se lembre de mim”.

O instante do Gato Díaz é, provavelmente, o maior que um goleiro pode almejar numa cancha de futebol. Ao menos é o que aparece nos meus sonhos dormidos. Não falo da defesa propriamente dita, e sim do que se segue a ela: o festejo pleno de quem garantiu o triunfo, em sua solidão de herói nos curtos segundos em que o resto do time, por estar distante, ainda não chegou para engolir o goleiro no abraço coletivo. Não direi que é o único momento em que o arqueiro é o centro amado do pequeno mundo de ódios que é o campo de futebol. Há outro momento, capaz de superar o anterior. É aquele proporcionado pelo goleiro que defendeu pênaltis antes, mas não o último da série, e inundado de ousadia assume a condição improvável de cobrador. Eu não sei bater pênaltis, e a maior parte dos goleiros tampouco. Mas aquele que sabe e se coloca na posição de chutar, ao marcar o gol e confirmar a conquista, terá instantes ainda mais mágicos na eternidade daquela vibração solitária que dura até ser alcançado pelos companheiros.

A angústia de Carlos Chávez, dois segundos depois de fazer história.

Foi exatamente esse momento que viveu Carlos Chávez, o guardião do Patriotas de Tunja, no último sábado. Depois de pegar um pênalti durante a série (e ver outro atingir a trave), ele foi o responsável pela derradeira cobrança que valeria o acesso inédito ao seu clube para a primeira divisão colombiana. O jogo era pela Promoción – o Patriotas, vice da segundona, contra o penúltimo colocado da elite na média de pontos. Chávez meteu um chutaço, definiu a vitória, e teve os seus instantes. Foram seis segundos entre o toque da bola nas redes e o abraço dos companheiros. Seis segundos impressionantes em que Chávez não esboçou reação alguma. Tinha uma sombra de dor no olhar. Enfim aquele título de Handke fazia algum sentido. Chávez havia acabado de completar a ironia de ser um goleiro e ainda assim marcar o gol que rebaixava pela primeira vez na história o poderoso América de Cali – não um time como os outros, mas o seu time do coração, que o revelou para o futebol e agora chegava ao ponto mais baixo em oitenta e quatro anos de existência. “En el momento que anoté el gol no sabía qué sentir”, disse. “No sabía si debía celebrar, si reír… o si llorar”.

No fundo, o goleiro sabe que não nasceu para sorrisos inteiros.

Maurício Brum

Publicado em Colômbia, Colunas, Nacionais com as tags . ligação permanente.

63 Respostas a “No sabía qué sentir”

  1. Rodrigo - Curitiba diz:

    Putz… grande história, grande texto. E valeu pelas indicações literárias, já estou garimpando!

  2. Caralho véio! Muito foda!

    Goleiros: só quem é sabe! hehehe

    Abraço!

  3. Cícero diz:

    que baita história.
    Impedimento é o maior site sobre futebol y caráter.

  4. Mateus diz:

    Caralho!!!

  5. J Petry diz:

    Grande história!

    Grupos da Libertadores 2012 (atualização):

    1
    Santos (BRA)
    Juan Aurich (PER)
    {The Strongest/Universitario de Sucre} (BOL)
    Vencedor de Internacional (BRA) x {Once Caldas/Millonarios} (COL)

    2
    Olimpia (PAR)
    Emelec (ECU)
    Lanús (ARG)
    Vencedor de Real Potosí (BOL) x Flamengo (BRA)

    3
    Bolívar (BOL)
    {Junior/Once Caldas} (COL)
    {Cobreloa/Colo-Colo/Católica} (CHL)
    Vencedor de {Católica/Unión Española} (CHL) x Tigres (MEX)

    4
    Boca Juniors (ARG)
    Zamora (VEN)
    Fluminense (BRA)
    Vencedor de Arsenal (ARG) x Sport Huancayo (PER)

    5
    Nacional (URU)
    Alianza Lima (PER)
    Vasco da Gama (BRA)
    Vencedor de El Nacional (ECU) x Libertad (PAR)

    6
    Corinthians (BRA)
    Deportivo Táchira (VEN)
    Nacional (PAR)
    Cruz Azul (MEX)

    7
    Vélez Sarsfield (ARG)
    Deportivo Quito (ECU)
    Defensor Sporting (URU)
    Chivas Guadalajara (MEX)

    8
    Universidad de Chile (CHL)
    Atlético Nacional (COL)
    Godoy Cruz (ARG)
    Vencedor de Peñarol (URU) x Caracas (VEN)

  6. FERN diz:

    clap clap clap

  7. Caçarola de texto bem feito! E que puta história triste…

  8. Carlos diz:

    M. Brum, desculpa invadir teu belo texto pra extravasar minha alegria com a contratação do Adilson pelos russos.

    GRAÇAS A DEUS.
    GRAÇAS A DEUS.

    Chega de alemão podre no meio de campo do grêmio. Eu já vi muita merda jogando de volante (lembro de um q me fez chutar um fusca na saída de um grenal, q se chamava alaércio) no grêmio, mas esse Adilson foi uma das piores MERDAS q eu já vi, não acertava passe, não sabia chutar, não sabia fazer porcaria nenhuma, se enrolava todo com a bola.
    E agora foi embora. EMBORA!!!!!
    É muita alegria. Valeu papai noel.
    Agora leva o R. Marques, por favor.

  9. beretta diz:

    Que obra!

  10. Volkart diz:

    Sensacional, puta merda esses sujeitos habilidosos com as palavras.

  11. Roger diz:

    Grêmio contrata Sorondo!
    Ai é pra fud3r o c* do palhaço!
    O colorado se livra do cara bichado, e o Grêmio assume a bronca
    E vem o pelaipe dizer que tomaram precauções! devem ter tomado agua do parto, isso sim..

  12. Carlos diz:

    Essa do Sorondo pode ter sido uma cagada, mas é fato q ele é melhor do q qquer porcaria de zagueiro q tem no olimpico. É uma aposta. Negócio de ocasião.
    Não gosto dele como jogador, nunca gostei, mas até meu vô de bengala é melhor q aquela LORPA do R. Marques.

  13. Wilton Fernades diz:

    Incrivel as emoções que o futebol desencadeiam !
    Sua história soube despertar boa parte delas.
    Parabéns belissima história.

  14. Topolski diz:

    RM não pode ser referencia a nada. Só a sorte de receber pra fazer aquilo.

    Baita texto.

    E entendo esse goleiro. Nos meus delírios os grandes dilemas sempre são em jogos conta o Grêmio.

    E ganhar campeonato pegando penalti é demais.

  15. Chico Luz diz:

    que senhor texto, Brum.

  16. Ladislau diz:

    Não sei qual DM é pio: o Departamento Médico, que recuperou o cara pra jogar no rival, ou a Direção de M… que dispensou!!

    O único que prestava dos “véios” e ainda ficam com as feridas…dose pra mamute

  17. Vitor VEC diz:

    O pessoal de Cali ainda chora por Pablo Escobar e ninguém faz nada pra mudar isso, aparentemente. Enquanto isso, Once Caldas, Tolima, Boyaca vão tomando espaços na Colombia.
    O America tava parecendo o Olimpia ou o Peñarol, entrando na Liber só pra fazer vexame (1-5 Santos) e, ainda assim, quando nela chegava. Estes dois últimos estão passando por uma recuperação neste 2011 enquanto os diablos afundam.
    River, America… os vermelhos tão caindo e em 12 será o do RS. Se não for o Inter FATALMENTE há de ser o ManUnited.
    Anotem.

  18. Gabriel R. diz:

    Bah, perder sorondo, bolivar, andrezinho.. pra mim nenhum desses faz falta, agora perder o kleber pro Vasco, o inter que COMPRE o Kleber do Sonda então, a situação de lateral ta tao critica no mercado que ate na seleção do mano o kleber jogou, e mais, a saida de bola da esquerda com guina, kleber e dalessandro é uma das melhores que ja vi no inter. Acho que o inter não deveria entregar o kleber de mão beijada prum adversario de libertadores…

  19. Arran, tô vendo a curva descendente do Inter e do Manchester.
    Igualzinha a do America de Cali, quase uma cópia.

    Quem tá caindo pelas tabelas é o San Lorenzo, infelizmente.
    Aliás, ninguém aqui acompanhou a passeata de 7 mil que fizeram pela volta
    ao antigo estádio até a embaixada francesa pra pressionar o Carrefour a devolver o terreno?
    Prometem uma passeata dos CEM MIL em março.

  20. gilson diz:

    Mais uma terça-feira com sentido, obrigado Impedimento!!

  21. fino diz:

    texto excelente mesmo!!!

  22. Alessandro diz:

    Eu me ideintifiquei muuito com esse texto ,porque também sou goleiro nas peladas dos finais de semana.

  23. Atilio diz:

    Bravo!

  24. douglasceconello diz:

    Maurício, tu pode ter levado QUINZE ou TRINTA gols e não saber bater penal ou sequer CAMINHAR, mas tu escreve como um POSSUÍDO. Que texto massa.

    Não te preocupa: se quebrar o braço de novo, a gente contrata um ESTAGIÁRIO para tu DITAR para ele. sduhfdsu

  25. Ike Ramirez diz:

    goleiro é uma figura melancólica mesmo, é peça chave na construção da mitologia do futebol…
    parabéns pelo texto

  26. Gralha diz:

    Baita texto, agora decidir rebaixamento nos penaltis é tortura demais.

    #8
    como diria um amigo meu, a torcida tinha que ir pro aeroporto (pra garantir q ele embarque)

    #11
    melhor o Sorondo de cadeira de rodas que o Rafael Marques inteiro.

  27. Junior diz:

    “Maurício, tu pode ter levado QUINZE ou TRINTA gols e não saber bater penal ou sequer CAMINHAR, mas tu escreve como um POSSUÍDO. Que texto massa.”
    (2)

  28. dante diz:

    parabéns, brum. TEXTAÇO.

  29. Vim só pra dizer que o texto tá preza.
    É que antes eu vim cornetear os comentários, algo muito mais divertido, claro.

  30. Alex Rosa diz:

    Baita texto. Mais um pra estar no LIVRO.

  31. Cesar Cardoso diz:

    FANTÁSTICO. Só consigo dizer isso.

  32. Paul diz:

    Baita texto e ADENDOS.

  33. CA-GA-LHOS!!!!!

    Grande texto, Maurício. Genial. Muito obrigado, Impedimento!

  34. Vinícius Hilbert diz:

    ÇEMSÁCIONAU.

  35. Natusch diz:

    Vai te fuder, Maurício.

    (isso pretende ser um elogio)

  36. Roger diz:

    #12 e 26

    Vejam senhores, tamanha é nossa desgraça que alguns de nós se contentam com um PEREBA BICHADO que fez nada menos do que 6 cirurgias nos ultimos 4 anos!
    Não existe nenhuma lógica em pensar que ele será no Grêmio aos 31 anos, tudo o que não conseguiu ser no inter dos 27 aos 30…

  37. #17

    Mas o Escobar era do cartel de Medellín, e quem se beneficiou disso foi o Atlético Nacional…

    Em Cali, quem dava as cartas eram os irmãos Orejuela!

  38. Natusch diz:

    #37

    Futebol também é um esporte de redenção. Prefiro esperar uns 6 meses antes de dar meu parecer.

  39. Marimon diz:

    Grande.

  40. Felipe (o catarina) diz:

    #38

    exato. Tem um documentário que passou na ESPN esses dias (esses dias = três meses a um ano atrás, não lembro) falando disso.

  41. Ernesto diz:

    http://elobservador.com.uy/noticia/215424/controversia-en-relacion-al-futuro-de-sorondo/

    Ele vai ou não pro Gremio, afinal ?

    E aqui ó, chorar a saída dele é lamentável. “o melhor dos véios”. Com que prática tu constata isso ? Se jogou 30 jogos nesse tempo todo, foi muito. Tem o moledo, muito mais ágil e mais forte que ele. Na esquerda põe qualquer jaguara que corra e vá ao fundo cruzar. Kleber já passou. É hora de renovação.

    Aliás, se não renovasse, os mesmos que corneteiam e comparam o Inter com o America de Cali, estariam alegando que iríamos ser rebaixados se mantivéssemos os ‘veteranos’.

  42. Vizzotto (Goleiro) diz:

    “Quero ganhar uma Copa DEFENDENDO pênalti!”
    Um dia me peguei sonhando isso!!

    O resto da história vcs já sabem!!!

    Brum, TE ENTENDO!!!

  43. Gracias a todos os ilustres elogios. De verdad, é sempre uma ALEGRIA poder escrever aqui e, vez que outra, acertar a mão (já que acertar o pé, no meu caso, é impossível mesmo).

    E os contos citados no texto são todos sensacionais, merecem ser lidos. Como sugestão de Natal, inclusive, recomendo fortemente o “22 contistas em campo”, seleção fenomenal de contos futboleros feita pelo Flávio Moreira da Costa. Outro excelente é o “Contos de Futebol”, um livrinho que reúne textos de autores espanhóis e latino-americanos (tem inclusive um raro conto de futebol PARAGUAIO); acredito que não haja versão brasileira, mas encontrei uma em português de Portugal na Cultura, editado pela Relógio d’Água.

  44. Ah, e sobre a ligação do Atlético Nacional e do América com o narcotráfico, toquei DE LEVE no tema nesta coluna pro Sul21: http://sul21.com.br/jornal/2011/09/a-ausencia-que-seremos/

  45. arbo diz:

    bá, brum.*
    [inauguro aqui, uma interjeição para teus textos: babrum]
    babrum

    pqp
    e q situaçã a do goleiro, heinhô?!

    *falava da gloriosa impedcopa, eu te respondia, ela existia era por posts como este aqui. gracias.

  46. Diogo Terra diz:

    Belo texto. Ainda bem que aqui a gente pode se livrar da EMBROMATION que são os boatos de transferências.

    Agora, quem mandou o Chávez bater o pênalti, que se apresente. Duvido que o jovem guarda-redes (chupa nova ortografia) tenha se apresentado por conta própria; fê-lo por puro profissionalismo. Mas o que deve ter de torcedor alienado xingando-o, como se a culpa fosse toda dele…

  47. Eduardo diz:

    #36 faço destas, minhas palavras.
    #37 prá quem acredita em semelhanças, o último zagueiro bixado ue buscamos nos rubros, atende atualmente por CAPITÃO AMÉRICA.

  48. Gabriel R. diz:

    “atende atualmente por CAPITÃO AMÉRICA.” Bah, faz tempo hein… O cara já é até tecnico decadente….

  49. marcelo mattos diz:

    #49
    To nem ai. O cara jogou mt de zagueiro naquela liber e a taca ta ate hoje com o clube. Ele ser tecnico bom ou ruim nao muda o fato dele ser o Capitao America de 95.

  50. Carlos diz:

    #49
    Buenas…teu time tb tem um General America q é decadente…e o q é pior, ainda joga no teu time.

  51. Daniel Chaves diz:

    BAITA texto.

  52. Gabriel R. diz:

    Só achei engraçado o ATUALMENTE, hehehe

    Poisé Carlos, levantou duas libertadores já, coisa linda de ver! Se não fosse por ele eu não ia ler a gremistaji chorando com medo do filho virar colorado, e pra completar segue a linha de jogador maloquero e peleador tão venerada por essas bandas…

  53. Marcelo Mattos diz:

    #51
    Hahaha, boa tirada. Mas acho mais facil o Sorondo reverter essa sina de decadente como jogador do que o Adilson como tecnico.

  54. Eduardo diz:

    Mas Gabriel, o Falcão nao atende ATUALMENTE como rei de Roma? E faz Mais tempo ainda. Hehehe.
    Alias, tenho a impressao que o Adilson em um ou 2 anos treinara o gremio novamente.

  55. LF diz:

    que texto sensacional.

    sobre o Sorondo, é o seguinte: o Grêmio precisava de um zagueiro bom. O Inter precisava despachar ele, pois foi muito caro. Negócio bom para os dois.

  56. Rodolfo Benetti diz:

    que baita texto, pqp…

    a nota que deixa ainda mais problemático e tenso o caso do vivente acima é que desde que acabou o jogo tem sido ameaçado de morte por inchas do América por fazer o seu trabalho com dignidade, e olha que na Colômbia já tem histórico contra jogadores…

  57. Danilo Amaral diz:

    Deve ser a terceira ou quarta vez essa que leio esse texto e ainda termino com um “PUTA QUE PARIU” gritado mentalmente…

    Textaço!

  58. Mateus Reck diz:

    Retrata com uma perfeição a situação que, somente quem assiste o jogo da última linha poderia escrever.

    Excelente texto!

  59. Prestes diz:

    SENSACIONAL, MAURÍCIO!

  60. Pingback: Retrospectiva 2011 e um agradecimento amplo e irrestrito | impedimento.org

  61. @Gabriel_imortal diz:

    Baita texto como já é tradição por aqui. E para aqueles como eu, que por pura falta de habilidade se vêem obrigados a jogar embaixo da meta, é impossível de não se identificar com ele.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>