Há esperança e ela vem sem escolta

Senti que algo estava errado quando o ônibus que me deixou no Beira-Rio passava pelo Marinha. Os ambulantes e os flanelinhas sumiram. O pequeno movimento não era surpresa, dados os nove graus centígrados e o vento. Tirei o João Bosco que ouvia no celular e liguei na rádio de esportes. “Daqui a pouco, Inter e Avaí, SEIS E MEIA”. Que maravilha, duas horas e meia de antecedência. Antes de tomar o rumo do bar e assistir o jogo do Grêmio, chamou minha atenção o grande número de pessoas de azul e branco circulando nas imediações do Gigante.

Eram torcedores do Avaí. Dentro da loja do Inter, olhando os produtos e até comprando lembrancinhas. No Gato do Alemão, tomando cerveja junto com amigos locais. Comprando bebida mais barata nos bares por fora, nos mercadinhos para misturar cachaça com refrigerante. Estacionando, caminhando pelo pátio, conhecendo o lugar. Na mais santa paz.

Os torcedores avaianos, visivelmente contentes com o fato de poder visitar o Beira-Rio para um jogo de Série A. Isso nunca aconteceu – os três jogos pelo campeonato nacional, o último em 1977, foram no Orlando Scarpelli. “Vocês podem crer que terão uma recepção igual lá na Ressacada”, comentou um dos torcedores vestidos de azul e branco que bebiam no Gato do Alemão. Tamanha era a tranqüilidade que a polícia, escalada para orientar os catarinenses para passar direto ao portão 3, perdeu o controle da situação e não fez cordão de isolamento.

Não sei o que aconteceu quando as organizadas chegaram. Estava escondido do frio no bar, tomei o rumo do estádio novamente todos os avaianos já haviam entrado. A pergunta que não cala é: por que isso não acontece sempre?

Nem vou falar da selvageria que se tornou o Gre-Nal. Depois da queima dos banheiros químicos, o tratamento à torcida do Grêmio no estádio do Internacional passou à irracionalidade, com bretes e portões trancados sem ninguém para abrir, o que é um chamamento à tragédia. Basta usar o exemplo do próprio Avaí: no ano passado, pessoas sem cérebro vestindo a camiseta da organizada azurra entraram no Heriberto Hulse com uma bomba e deceparam a mão de um senhor de idade.

Uma mãe cujo filho vai a campo num jogo desses morre de medo, depois de ler notícias como as citadas. Na prática, porém, o comportamento é bem diferente. A despeito de alguns abobados que xingavam os visitantes, a postura de ambos os torcedores foi absolutamente civilizada. É muito difícil pedir para que isso seja uma regra sem exceção?

Há esperança, o espetáculo não está com os dias totalmente contados. Quando eu vejo a Brigada Militar assistindo desatenta à movimentação de torcedores de azul e vermelho, no mesmo espaço, tomando a mesma cerveja (com álcool, a mesma que virou bode expiatório e foi proibida nos estádios), bate um sentimento de que é possível ser torcedor de futebol sem ser bandido.

Para manter essa chama viva no coração, acho que não vou no próximo clássico.

Até a vitória,
Luís Felipe dos Santos

P.S.: como estava sem câmera, não tirei fotos da movimentação dos torcedores, mas solicitei entrada na comunidade do Avaí no Orkut para receber imagens da torcida azul no Beira-Rio. Se vocês têm algumas fotos, postem os links nos comentários; atualizarei o post com imagens tão logo as receba.

Publicado em Brasileiro. ligação permanente.

0 Respostas a Há esperança e ela vem sem escolta

  1. dante diz:

    senti algo parecido no jogo contra o flamengo, LF.

  2. Felipe catarina diz:

    LF, muito disso é porque não existe nenhuma rivalidade entre os times da Série A e o Avaí. Em jogos do Catarinense contra Figueirense, Criciúma, Joinville e Marcílio Dias não existe essa camaradagem toda. Culpa, em grande parte, das organizadas, esse câncer que tomou conta das arquibancadas.

    Lendo esse teu relato me deu uma dor no coração por não estar lá. Mas Curitiba não me escapa. E POA deixo pro ano que vem (sim, estaremos na “A” ainda). E podem vir sem medo a Florianópolis, que serão bem recebidos.

  3. Na boa, mas na boa mesmo, só existe bagunça em GreNal.
    Nos outros jogos pode misturar torcida que não dá nada.
    No jogo contra o Estudiantes ano passado e contra o Coritiba na quarta, fiquei do lado do cordão da Brigada. Tudo na boa, gozação e gritos de sempre. Antigamente rolava de tudo na divisa. Mijo e pedra era só pra começar. Hoje em dia baderna só no jogo contra os locais do Vélez.

  4. Anônimo diz:

    // <![CDATA[// , faio

  5. gilson diz:

    Na comunidade do Orkut do Corínthians também se falou que no jogo da volta pela Copa do Brasil a gambazada saiu pelo meio da torcida do Flu e não houve nem sombra de qualquer problema.

  6. Prestes diz:

    Para se ter uma ideia dos efeitos maléficos que a repressão causa, contra o Coritiba o jogo era às 22h, cheguei às 19.

    Na lojinha gaudéria do Inter torcedores do Coritiba elogiavam o estádio colorado, batiam altos-papos com os
    colorados, desejavam até ‘bom jogo’. Outros estavam tranquilos do lado de fora da loja, em frente ao centro de eventos, quem passava não dizia nada.

    Quando chega as organizadas, com um forte aparato policial em volta, tanto os colorados quanto os coxas viram machões, se chamam pra porrada, arremessam latinhas. Sem polícia duvido que houvesse tanta macheza.

  7. Rudi diz:

    sem organizadas será que teria tanta “”"”"macheza”"”"” ???

  8. Marimon diz:

    Falam, falam da torcida do Palmeiras… ano passado, na abertura do nacional, fui, devidamente fardado, e não deu nada.

    Ainda no ano passado, fui com um amigo, os dois devidamente fardados, de casa até o estádio da Lusa, tomar um chocolate da portuguesa de JONAS e não deu nada.

    No jogo contra o Fla os cariocaxxx desfilavam em frente ao Beira Rio, e fora as piadas, foi tudo numa boa.

    Contra o Coxa só rolou um rolinho pq trancaram a torcida do Inter para deixar a organizada do coxa passar… mas ficou só no xingamento mesmo.

    Enfim, confusão como a que conhecemos, só mesmo no clássico local… logo nós, tão civilizados (/ns)!

  9. Eduardo De Nardi diz:

    Fui no maraca ano passado contra o Flamengo. Muito tranquilo, comprando ingresso junto com os locais, pedindo informação de onde entrar, tudo na santa paz. Tava com uma camisa neutra em cima da do Inter e os caras mesmo falaram pra mostrar a camisa do glorioso sem problema. Esse ano vou de novo, espero que a eliminação imposta na CB não tenha exaltado os ânimos do pessoal de lá.
    ABS

  10. Marimon diz:

    * os jogos contra Palmeiras e Lusa foram em SP.

  11. Eduardo Santos diz:

    Na final do catarinense, o Avaí fez um evento chamado “Na concentração com o Leão”.
    Recebemos torcedores da chapecoense na paz, vi vários torcedores verdes desfilando pelo arredores da ressacada.
    Isso fica meio difícil num clássico devido a rivalidade, até pq os torcedores dos dois lados já vão para o jogo com o pensamento de não perder para o adversário em quesito nenhum, inclusive na porrada se precisar.

  12. guihoch diz:

    tu que ser macho sobe no morro dos prazeres com a camisa do vasco, agora se tu quer ser o rambo sobe la com a camisa do vasco e diz a senha da favela que e -eu so policia e nao to vendo homem aqui-, depois disto voce podera ir a qualquer estadio sem pagar, pois voce sera uma alma penada, ser macho e isto?

  13. Bah, chegar duas horas antes de um Inter x Avaí é louvável… Ainda mais que o OME do ventilador tava a milhão ontem…

    Contra o framengo pela CB, foi semelhante. Mais flautas, mais gente, mas parecido.

    ps: as organizadas de Inter e Flamengo são “parceiras”

  14. Daniel Cassol diz:

    “A pergunta que não cala é: por que isso não acontece sempre?”

    Uma das hipóteses que eu venho sustentando – e tá no meio do meu próximo post, aliás – é que essa sangria desatada por mais segurança, mais repressão, é uma das causadoras da violência.

  15. Diogo F diz:

    Faz horas que todo texto no Impedimento começa com “Sabia/Senti que havia algo de errado quando…”

    Favor variar.

  16. Cassol, hoje no Sala de Redação, enquanto esse texto era publicado, só o que se falava era na violência e nos maus-tratos que a torcida do Inter teria feito aos torcedores do Coritiba. O assunto era esse: mais rigor, mais repressão.

  17. GustavoZ diz:

    Felipe, tu ainda podes vir pra cá em Grêmio x Avaí, no segundo turno.

  18. fino diz:

    Tudo depende do ambiente que cerca a partida… 4ª rodada do campeonato, inter com reservas, frio de rachar… dificil dar confusão…

    No Gremio x Botafogo, os torcedores do Botafogo também estavam por ali, tirando fotos… inclusive antes do jogo tinha umas bandeiras do botafogo no meio da Torcida Jovem (talvez seja aquela historia de (sic) “torcidas aliadas” ou algo assim)

    Mas numa eventual final da Copa BR com o Corinthians não vai haver essa camaradagem…

  19. Rudi diz:

    fino, pelo que ouço falar de torcedores do corinthians mesmo, a gaviões não se “alia” com nenhuma torcida…
    então se a tese do “torcida aliada” ganhar peso, em nenhuma situação seria um jogo tranquilo, infelizmente…

  20. fino diz:

    Não foi isso que eu quis dizer, Rudi. Não tenho “tese” alguma sobre torcidas aliadas.

    O que eu quis dizer é que em jogos que “não valem nada”, os ânimos estão d boa relax.

  21. Rudi diz:

    também, mas não disse que essa tese é tua, Lucas comentou que a do inter e do flamengo são parceiras… sei que ouvi dos corinthianos não serem parceiros de ninguém, não sei se isso apenas poderia causar a violência, eu acho que é uma soma de 3 coisas… a sandía por repressão, essa “rivalidade extra-local” e o valor BARRA importância do jogo…
    de qualquer forma, é lamentável sentir insegurança em estádios por causa disso, eu já jurei nunca mais ir a grenal por causa de brigas, vou a outros jogos quando posso, mas receio chegar o dia em que isso não seja mais possível…
    muitas vezes acontecem brigas entre torcedores do mesmo time também, o que é mais estúpido ainda

  22. eu até entendo isso, mas olhem só: a família da minha esposa é composta por pessoas que não gostam de futebol, via de regra. A impressão que elas tem – e minha esposa só passou a ser diferente agora – é de que todo campo de futebol é uma praça de guerra em potencial. E não é bem assim. Esse tipo de texto tenta demonstrar um pouco disso.

  23. almilano diz:

    #21 Rudi,

    É verdade. No último jogo, acabei indo nas Cadeiras Perpétuas do Beira-Rio. Ao lado das perpétuas temos as cadeiras locadas, separadas por uma pequena grade. Teoricamente, os caras ali são mais “tranquilos” do que aqueles que pertencem a toricdas organizadas. Como na prática, a teoria é outra, um Sr. de mais idade, não sei porque, começou a ser ofendido por um outro cara, logo abaixo dele. Esse cara deveria ter uns 45 anos +- e o Sr. uns 70 e vários.

    Por mais que esse Sr. tenha feito algo pro cara, é muita sacanagem querer “se fazer de machão” em cima de um Sr. de idade. É falta de respeito das brabas. Aí a turma do “deixa disso” tentou resolver mas não houve santo, o cara tava “machão em grau 10000″. Nisso chegou a segurança do Inter e retirou o cidadão.

    É dose isso, o cara posar de brigão contra um Sr. de idade, que torce pro MESMO TIME.

  24. fino diz:

    aí concordo plenamente, LF…

  25. Rudi diz:

    ponto pra segurança do inter, tinha que fichar esse cara e deixar um ano de molho sem poder entrar no estádio
    cara, não gosto de copiar coisas dos zooropeu no futebol, mas isso eu acho que é uma saída, e é possível identificar sim, dentro das organizadas acho que muita gente sabe quem são as pragas, e fora, boas câmeras de vigilância pegam…
    ah, sim, se o caso for mais forte, leva pruma conversinha na “área judiciária” ali na ipiranga…

  26. Rudi diz:

    e eu “sonho” com o dia em que eu possa levar futuros filhos ao estádio sem medo…

  27. Jabba diz:

    Eu também acho que o excesso de repressão é uma das causas da violência (não excesso de segurança, porque nunca que um monte de PM a cavalo, loucos para dar porrada é sinônimo de segurança).
    Antigamente eu ia a grenal no Beira-Rio vestido com uma roupa neutra (com a camisa tricolor por baixo no inverno) e o máximo que me aconteceu foi tomar umas latas de cerveja pelas guampa, menos mal que vazias.
    Agora com essa psudo-proteção da polícia não vou mais, tu fica embretado, vira alvo e te sente tratado como um animal e é óbvio que a reação dos mais idiotas será agir como animais também, o que leva as brigas, confusões, etc.

  28. Alexsander diz:

    Eu lembro de um GreNAL no Olímpico, em 1992, vencido pelo Inter por 3 x 1 (com direito a DOIS gols do Nando). Naquele jogo eu estava na arquibancada, quase no meio-campo, pois a torcida do Inter ocupava uns 30% do estádio ou mais. Não lembro de nenhum incidente, fui e voltei de ônibus.

    Toda torcida tem, digamos, uns 500 marginais. Se você reservar 10.000 ingressos para o adversário, esses 500 vão ser minoria no meio dos “cidadãos de bem” e vão acabar se enquadrando. Se você reservar poucos ingressos, os marginais serão maioria.

  29. Os jogos de futebol sofrem um preconceito da classe média contra a própria classe média.

    Não me venham com essa de aumentar preços, educar, o caralho, a violência sempre existiu. E, do que eu observei, era maior antigamente. Só que o pau fechava do lado de fora do GreNal, etc, e a polícia não se intrometia muito. Daí começaram a elitizar o fodebol e as véias resmunguentas começaram a ir pra rádio exigir segurança.

    No fundo é tudo falta de laço.
    Ou de sexo.
    Os dos dois.

  30. fino diz:

    Não entendi o raciocínio, Marcelo…

    Quando o futebol não era “elitizado”, era só a maloqueiragem que se matava, tudo bem pq a polícia não se metia…

    Agora que “as elites” estão se sentindo ameaçadas pela violência é falta de laço e de pica?

  31. Alisson diz:

    As elites precisam de laço e pica…
    Isso deve ser um novo manifesto comunista….

  32. Sim. Falta de laço e de piça porque justamente não tem a desculpa de falta de casa, comida e roupa lavada.
    Se o cara tem casa, comida e roupa lavada e ainda assim quer encher o saco dos outros é porque deve tá querendo levar uma bolachas ou dar o cu. Ou os dois.
    Comunismo é quando o cara continua enchendo o saco mesmo depois de dar o cu.

  33. Jabba diz:

    #29
    Tanto sentido quando a direção do Grêmio.
    Tá, forcei, não era para tanto.

  34. fino diz:

    Jesus te ama, Marcelo (ns)

    sdfjkajksdfajksdfajklsdajksdfa

  35. Prestes diz:

    Só sei que o Tritória ENOJOU O BABA gremista no último lance de jogo, usdhauhdsahudsahusdaasdhuasduhsd

  36. Franciel diz:

    O pior, Prestes, é que foi um massacre nos 93 minutos de jogo e a puliça baiana, que deve ser composta só de comunistas, não fez nada.

  37. Rudi diz:

    #32

    marcelo, total sentido, parabéns… hehehe

  38. Franciel diz:

    E por falar em viadagem, uns torcedores homófobicos do TRI-TÓ-RIA entoaram o seguinte e nefasto refrão logo após o gol. Tirem as crianças da sala.

    “Arereê ê ê
    gremista dá o cu
    e grita tchê ê ê”

  39. Andre K. diz:

    baixando o nível

  40. Franciel diz:

    André, não concordo com isso, não. Reproduzi apenas porque o assunto estava na pauta.

    Mas, como diria aquele que tem o pé na cozinha: esqueçam o que eu reproduzi.

  41. guihoch diz:

    ha quem diga que não é o trafico que mata e sim as torcidas organizadas aqui do rio, mas vai saber, eu aqui simpatizo com o botafogo,time do qual as pessoas que conheço são as que me garantem, por assim dizer, mas tenho conhecidos menguistas, la na vila cruzeiro, aonde o adriano morrava, tenho livre passagem, é esta ao lado do complexo do alemão, é foda, em são cristovão, tenho amigos vascainos, mas se eu der bobeira por la nem eles me garantem, muito embora declaradamente eu ser gremista, a chance de eu levar uma bala perdida por torcer por um time de outro estado é muito menos do que torcer por um time rival daqui.

    NS para mim, MAS DESDE QUE EU ESTANDO INTEGRO, OS OUTROS QUE SE DESINTEGREM.isto é futebol?

  42. Andre K. diz:

    “Reproduzi apenas”

    Muito baixo este expediente.

  43. Alisson diz:

    Ih Franciel tu não ouviu os colorados quando o RICKY esteve aqui ano passado…

    Quero ver esse ano se vamos magoar o Alecsandro, irmão dele, “elogiando” o maninho mais novo.

    “O Sr. é um homofóbico”
    “Pior é tu que é viado!”

    haUSHAUSHUAHSAUHSUAHSU

  44. dante diz:

    cantaram essa musiqueta que o FRÃ SWELL largou aí num jogo inter x seiláqualtime, ano passado. flamengo, acho.

    eu acho muito engraçada.

    pena não ter um link pra provar. [gratuidade mode on]

  45. Junior diz:

    Eu gostaria de ser utópico como vocês e acreditar que o excesso de segurança é uma das causas da violência (pode até ser, mas acredito que seja a última causa). Ninguém me contou, eu vi chutarem a bicicleta de um guri de uns 13, 14 anos porque tinha um adesivo de um clube da capital e integrantes de uma torcida organizada do clube rival acharam isso uma “ofensa inaceitável”. Já vi outros causos, mas esse foi emblemático. O meu irmão já foi roubado por integrantes de uma torcida organizada do Inter, próximo ao Beira-Rio, em um jogo comum, sem muito público. Eu sei que há gente legal em torcidas organizadas, mas concordo com o Felipe nessa frase:

    “Culpa, em grande parte, das organizadas, esse câncer que tomou conta das arquibancadas.”

    As organizadas são o grande responsável pela violência nos estádios e contam com a cumplicidade das direções.

  46. Luís Felipe diz:

    uma coisa, porém, tem que ser dita.

    nesse momento, pelo menos cinco bolinhos diferentes de organizadas estavam nas proximidades do estádio. Um da popular, dois da 12, um da Fico, um da nação independente.

    NINGUÉM chegou sequer perto dos visitantes.

  47. Tim Maia da Coréia diz:

    Cara… essa discriminação com as organizadas não leva a nada… tirando com a Coligay…

    Reflitam um pouco sobre isso…

    e outra:

    SIRVA NOSSA HOMOFOBIA DE MODELO A TODA TERRA

  48. fino diz:

    Não existe violência, é tudo choro da elite mal comida.

  49. Rudi diz:

    não fino, entendo de outra forma…
    os que HOJE EM DIA fazem a violência são a elite mal-comida (hífen, aguante)

  50. fino diz:

    /ironic

  51. Alisson diz:

    A elite mal comida FAZ a baderna e depois RECLAMA dela.

    haushaushuahsuashuahsuahsuhaushaus

    Morro sempre.

  52. Rudi diz:

    ok, não tinha entendido a ironia,

    perdi

  53. Junior Kretzer diz:

    Como faço pra te mandar as fotos????

  54. Bueno diz:

    Todos os dias desde a decisão o presidente do Coxa reclama de algo diferente. Além disso, eles venderam TODOS os ingressos colorados do jogo de Curitiba pra cambista no SÁBADO DE MANHÃ.

    O beira-rio mal suporta os sócios. Ou é 1500 lugares embaixo ou 500 em cima.

    Se coloca em cima eles reclamam que só tem 500 lugares…

    Eu fiquei acima da torcida do boca no ano passado e os pms que tomam conta do pessoal na superior não deixam nem a gente chegar perto da grade pra olhar pra baixo. Não tem essa de mijo e cuspe saindo toda hora de lá de cima.

  55. Marimon diz:

    Essa musiqueta aí do Franciel foi cantada pela torcida do Coxa enquanto a brigada fazia o cordão de isolamento antes do jogo de ida pela CB, quarta passada no Beira Rio.

    Não soube de casos de morte em razão da musiqueta homofóbica. As vezes parece que o cara se esquece que tá num jogo de futebol… porra, quanta frescura.

    Recomendo fortemente um chá das 5 com as tias velhas àqueles que se ofendem com uma musiquinha de torcida.

  56. Rudi diz:

    “Recomendo fortemente um chá das 5 com as tias velhas àqueles que se ofendem com uma musiquinha de torcida.”

    o pior… eu MENTALIZEI a cena…

  57. Felipe catarina diz:

    “tu que ser macho sobe no morro dos prazeres com a camisa do vasco, agora se tu quer ser o rambo sobe la com a camisa do vasco e diz a senha da favela que e -eu so policia e nao to vendo homem aqui-, depois disto voce podera ir a qualquer estadio sem pagar, pois voce sera uma alma penada, ser macho e isto?”

    “MAS DESDE QUE EU ESTANDO INTEGRO, OS OUTROS QUE SE DESINTEGREM.isto é futebol?”

    cara, esse bicho é fenomenal.

  58. Anônimo diz:

    É, parece que a paz com a torcida do Coxa irá sofre abalos.

  59. Luís Felipe diz:

    Junior Kretzer, posta os links aí ou manda pra luisfelipe@gmail.com

    gracias

  60. Frank diz:

    Posso estar falando uma grande besteira aqui, mas se alguns colorados afirmam que a torcida do Grêmio é a mais racista do Brasil (certo, tem uns neonazistas FDP lá dentro e tal, mas são meia dúzia de BABACAS), a do Inter está disputando para ser a mais homofóbica, ou de viados enrustidos, o que dá na mesma (FREUD, Sigmund).
    Uns caras se darem ao trabalho de assistir a um jogo do Grêmio na Venezuela, no mesmo instante em que seu time jogava a semifinal da Copa do Brasil, pra pendurar uma faixa da COLIGAY é querer aparecer muito… certo, foi engraçado, também achei uma sacada genial, mas tem muito preconceito embutido aí, ainda mais porque a INTER-GAY também existe há um tempão e o Alecsandro é irmão do boiola-mor do futebol atual…

  61. Rudi diz:

    ninguém tem culpa da familia que nasce, frank…

  62. vergonha alheia de quem fez esse vídeo.

  63. Maurício diz:

    já tão de novo no sala pedindo mais policia.

    o pior é que esse caquedo não pisa numa arqubancada há mil anos.

    a única preocupação dos caras é nao esquecer dos remédios enquanto assistem o jogo em casa!

  64. Futebol pode ser apenas um esporte…
    Mantenho a esperança também.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>