A gente sempre planeja, imagina, sonha, delira, mas nunca sabe de verdade qual vai ser nossa reação diante de um grande acontecimento. No texto “O longo retorno”, eu dizia que se o Avaí subisse provavelmente sairia com a minha bandeira azul e branca correndo e gritando feito louco. Não fiz nada disso. Minha primeira reação assim que Héber Roberto Lopes apitou o fim do jogo contra o Brasiliense foi lembrar de uma partida perdida no tempo, numa noite fria de junho de 2005, quando levamos uma goleada por 4 a 1 em casa para o Marília, nossa sexta derrota em 10 jogos na Série B daquele ano. Naquela noite, entre umas 2 ou 3 mil testemunhas, que se limitaram a vaiar o time na maior parte do tempo, pronunciei as palavras de que hoje acho graça: “p.q.p.! Nunca vou ver essa porra de time subir!”.
Há torcidas sofridas no mundo, eu sei, mas nenhuma deve ter sofrido tanto nos últimos anos quanto nós, os avaianos. Desde 2001, quando ficamos no quadrangular final da Série B e “eles” subiram, nós éramos sinônimo de fracasso, e eles, de sucesso. Nós éramos a piada, a vergonha do Estado, os “Bvaianos”, os seguidores de uma equipe de cagões, que sempre amarelava no final e não levanta um troféu há uma década. Eles, o orgulho catarinense, enfrentando de igual para igual – pelo menos na nossa visão provinciana – os grandes esquadrões do país e, melhor, ganhando um título atrás do outro. Até a alcunha “o mais vezes campeão”, que era nosso orgulho, eles roubaram. Duas minguadas vitórias em quase 30 clássicos disputados entre 2000 e 2007 foram nossos únicos momentos de glória. Nunca foi tão difícil ser avaiano. Até ontem, quando o messias Evando veio para nos libertar. Um chute fraquinho aos 36 minutos do segundo tempo, um frangaço do goleiro, o gol mais lindo de todos os tempos. Fim da agonia. Tchau, tristeza! Adeus, humilhação!
Douglas Ceconello escreveu neste blogue que, quando criança, nunca imaginou o Inter numa final de Mundial. Do mesmo modo, pra mim ainda é estranho pensar no Avaí como um time de Série A. Quer dizer que vamos jogar no Mineirão, no Morumbi, no Maracanã, vamos poder sonhar com competições internacionais e ver os melhores jogadores do País pisando o nosso gramado? Incrível. Quase inacreditável. Por mais que a campanha na Série B tenha sido tão boa que com três rodadas antes do fim já estamos classificados, a ficha demorou a cair depois do apito final. Se chorei? Cara, eu chorei assistindo “Jamaica abaixo de zero”! Claro que me acabei ontem, mas só por alguns instantes.
Quando parei com essa bobagem introspectiva, juntei-me à massa que cantava, pulava e dançava sem parar. Aqueles que nunca desistiram, os corneteiros, os saudosistas, as crianças (fazia tempo que não via tantas na Ressacada. Cheguei a achar que todo guri com menos de 10 anos em Florianópolis fosse torcedor do Figueirense), as mulheres, os oportunistas (como o cara que me perguntou antes do jogo onde ficava a arquibancada descoberta), todos em um estado de loucura que me fez lembrar a frase de uma colega de trabalho: “vocês, avaianos, são doentes. Parece que o Avaí é a coisa mais importante do mundo”. A festa invadiu a madrugada em Florianópolis e região, com milhares de sofredores bebendo e cantando fino all’alba. Outro colega de trabalho meu, torcedor do Criciúma, disse que nunca tinha visto nada igual. Ainda choveu bastante a noite toda, pra lavar nossa alma do sofrimento, da vergonha, da humilhação e do medo de que nossa maior paixão um dia desaparecesse nas divisões inferiores da vida.
Falando em paixão, queria de verdade que o engraçadinho que considera a disciplina a melhor coisa do futebol estivesse ontem nos arredores da Ressacada. Ele veria um torcedor sem ingresso tentar assistir ao jogo montando uma pilha de tijolos para subir e poder alcançar com os olhos uns buracos que ficam na parede externa do estádio. Dali, conseguiu assistir à mais importante partida dos 85 anos de história do Avaí. “Dá pra ver o jogo todo pelo buraquinho aqui”, disse o camarada à RBS TV, trepado nos tijolos. Isso chama-se paixão, a melhor coisa do futebol, milhões de vezes melhor que a tal da disciplina.
Bom, o Avaí, o time da raça, do povo, definido no próprio hino como “é só coração”, é o novo integrante da Série A. Até onde chegaremos nesse novo mundo? Não sei nem consigo fazer projeções. Mas devagarzinho, crescendo tijolinho por tijolinho, espero que fiquemos por muito tempo em tão nobre e sonhada competição e que nosso time torne-se de fato o que já é para todos nós: o maior de todos.
As fotos foram publicadas inicialmente aqui.
Saudações avaianas,
Felipe Silva, vulgo “Felipe Catarina”, neste exato momento o torcedor mais feliz do mundo





Caro Felipe, Parabéns, bem-vindos a elite
Báh, vão me desculpar, mas “BVAIANOS” é muito boa! Ainda não conhecia o termo.
Emocionante! UH UH É AVAÍ!
Pra quem viu Linha de Passe, sabe que Walter Salles e seus roteiristas mauricinhos zoaram com o Avaí. O resultado tá aí. O próximo a pagar agora é o figueira. Ou melhor, o Bigueira.
Sensacional o relato. E é incrível como as reações de todas as torcidas são parecidas quando se alcança algo considerado inatingível: todo mundo programa festas, correrias e sei lá o que. Mas chega a hora e todos ficam só olhando, sem entender direito o que aconteceu.
Massa.
bah, achei q ia vir aqui só dar um “parabéns, catarina”, mas o guri se puxou, mto bem escrito, bem emocionante. Ganhei um time em santa, simpatia. vida longa.
e o texto dá um sentido legal de valorização da série A. E temos a possibilidade de ganhar. LEGAL isso.
enfim, parabéns, catarina.
Chico, mas na dos Aflitos, eu não me contive, fiz todo esse papelão aí. Impossível não correr pr’algum lado.
massa o texto, Felipe!
me identifco total com várias frases que você colocou.
afinal, sofrimento é minha praia também.
_______
Lucian, eu discordo.
Não gostei do filme do Walter Salles (aliás, dele só gosto do ‘terra estrangeira’) mas acho que não tem nada a ver com ‘mauricinhos’ (ou o filme seria com torcedores do spfc) ou com zoar os avaianos. tinham que falar de um time da série B, e o avai estaVA lá. e se colocassem algum dos milhares times do norte-nordeste, poderia surgir uma associação da idéia mais forte com a discriminação e desvantagem socioeconômica das regiões.
iza, poderiam muito bem fazer uma zoação-política-social se pegassem o Brasiliense, do famigerado Luis Estevão… hehehe
O Felipe é um cara muito legal, escreve com muita paixão pelo seu time, pena que o Avaí, por ser o time da elite tenha alguns mauricinhos idiotas, assim como o São Paulo. Por falar em idiotas, mais uma vez, imbecis racistas apareceram no Alfredo Jaconi e ofenderam o Felipe, goleiro do Corinthians. Infelizmente, isso está virando rotineiro em Caxias, a direção do Juventude tem que tomar providências urgentes, antes que o Juventude fique marcado como uma equipe racista.
Junior, todos os times tem imbecis que estragam tudo, o importante é não deixar que eles apareçam mais que a torcida correta e de bem, como é o caso do nosso amigo catarina
Concordo, Rudi, mas não sei o porquê dos times com raízes nas “elites locais”, tenham tantos imbecis racistas e/ou xenófobos. Caras como o Felipe conseguem fazer com que a imagem dos clubes fique a salvo desses idiotas.
Show de relato. O time do Guga na Série A é inacreditável até para mim.
Que fique conosco!
Júnior, não acompanho mídia de SC pra saber, mas talvez exatamente por serem times com raízes na elite, tenham mais espaço na mídia que os times populares
Não sei, só estou especulando
Belíssimo relato. Acho mais bacana ainda por ter sido escrito por um avaiano de verdade, que valoriza os times locais ao invés de seguir os Flamengos e Vascos da vida.
Pra alegria ficar completa, só falta o Figueira cair. Hehehehe
tbm discordo sobre o dito de Linha de Passe.
e gostei de diários de motocicleta.
“tbm discordo sobre o dito de Linha de Passe.
e gostei de diários de motocicleta.” (2)
Gostei também do Central do Brasil
Rudi, não estava falando apenas de SC. Por exemplo,
o Corinthians tem mais espaço na mídia, mas o SP tem os torcedores mais idiotas.
hoje em dia o SP tá com mt espaço na mídia…
o que acontece é o seguinte, violência vende… infelizmente a midia pensa assim
Arbo, eu achei que faria isso na Libertadores e no Mundial. Mas a única vez que fiquei alucinado a este ponto com um jogo do Inter foi com a vitória no Gre-Nal de 2003, o primeiro depois de quatro anos. O que veio na seqüência foi demais para mim, acredito.
Heh, e eu também comecei a simpatizar com os azuis de lá. Maldição de quem escreve bem e torce pra time azul, isso tinha que ser proibido.
“Cara, eu chorei assistindo “Jamaica abaixo de zero”! Claro que me acabei ontem, mas só por alguns instantes.” HAHAHA
Que baita texto. Por jogos assim, valem anos e anos de fútbol…
Junior, tem certeza que Avai é da elite de lá?
imaginava que fosse o figueira. esse, sim, um time encardido de nojento.
muito legal. Tão legal que li e reli.
Realmente, é um sentido de valorização da Série A que para nós, é improvável. Para um colorado, ser 6º colocado na primeira é humilhante – para o catarina, se isso acontecer no ano que vem será fantástico.
e achei muito massa o “chupa João Havelange” implícito no penúltimo parágrafo. Serás bem-vindo a Porto Alegre ano que vem.
Meu deus, não quis criar uma discussão sobre Walter Salles, mas vamos lá. Sobre o adjetivo ‘mauricinho’, é como todo o clã Salles, filhos de banqueiros, são conhecidos no meio cinematográfico (eu faço cinema).
Continuo afirmando que ele zoou o Avaí. Ora, qualquer time que eles escolhessem como ‘espírito’ da série B seria passível da zoação. Isso é claramente uma piada no filme. Vocês discordam porque não foi com o time de vocês. Bastava ver o filme em uma sala de Floripa para vocês sentirem a reação.
E só pra lembrar, na série B não tem só time de SC e do nordeste não, o cardápio é amplo. Esse ano, só de São Paulo, tinham 7 representantes. E por que não escolheram Ponte Preta, Marília, Bragantino, Gama ou Vila Nova? São times tradicionais da série B também.
Sim, Izabel. O Figueirense fica no Estreito (em catarinês, “isstreito”, rsrs). O Avaí é o time dos ilhéus.
vou reproduzir o que escrevi na comunidade avaiana no orkut:
Buenas, aqui de Porto Alegre, acompanhei inúmeras vezes o sofrimento da torcida avaiana para chegar na Série A.
Confesso que acompanhava com alguma tristeza.
Conheço Floripa desde 1996, fui mais de dez vezes para a capital. Quando cheguei na cidade, pela primeira vez, queria levar de recordação uma camiseta do Avaí. Não tinha em lugar nenhum. Nem nas lojas especializadas do Centro. Tanto que acabei comprando uma camiseta do Manchester United! Quando perguntava do rival Figueirense, ninguém conhecia, achavam que era o Fluminense.
Os anos passaram e eu vi que cada vez mais gente tomava gosto, acompanhava os jogos dos seus times. O Avaí subiu da C pra B e começou a levar gente no estádio. Contratar nomes conhecidos aqui do interior gaúcho. Não tinha como não simpatizar.
O Avaí caiu várias vezes, mas ajudou o futebol da capital a crescer. E construiu uma paixão, uma loucura, levada pelo afogo de sonhar com a primeira divisão.
Quando vi que vocês conseguiram, fiquei feliz de verdade.
Por que o guri de 12 anos que chegar em Floripa vai saber de cara quem é o Avaí, e que é um time que disputa a elite do futebol nacional.
Sou gaúcho, porto-alegrense, mas estou muito feliz por vocês.
Parabéns.
CHEGUEI!
1. iza, poderiam muito bem fazer uma zoação-política-social se pegassem o Brasiliense, do famigerado Luis Estevão… hehehe mas daí não saía o DINDIM pra patrocinar o filme, né?!
2. AGUANTE AVAÍ SÉRIE A FIGAYRA MEJOR BIGUEIRA VA A SUFRIR EN LA B CONTRA JUVENTUDE JODAS CLEITON XAVIER PUTO JAJAJAJAJAJA VA A JUGAR CONTRA BRAGANTINO SAN CAETANO PUTOS VAMOS A SER GOLES EN INTER AVAÍ DALE BAMOS BAMOS FLORIPA
Segundona do ano que vem vai ser estranha demais: sem CRB e Avaí, só o Ceará se salva dos “tradicionais”.
Aliás, eles e o Fluminense, que deve cair para pagar algumas contas.
- Para responder aos outros, de fato o Avaí é considerado o time da elite daqui. Mas no caso elite diz mais respeito a uma separação territorial do que econômica. O avaí é o time da parte da ilha e o figueirense da parte continental, do Estreito.
- Engraçado que falam de Floripa e já surge o tema da xenofobia. Não sei se é exagero, mas me dá uma tristeza que isso tá tão marcado.
- Eu gostei do Linha de Passe, achei o melhor filme do Salles, e não gosto dele como diretor.
Muito bom o texto! Mesmo. Mas vou discordar e dizer que “Dá pra ver o jogo todo pelo buraquinho aqui” não é paixão, é falta de grana mesmo.
Lucian, não é apenas SC que tem esse estigma, o RS também. No caso do RS, algumas vezes é merecido. Vou contar um caso que aconteceu comigo: eu e alguns colegas éramos adolescentes e estávamos em Ilha Grande, no RJ. Fizemos amizade com um pessoal de lá. Um dos caras nos disse: antes de vocês, eu tinha uma péssima imagem dos gaúchos, todos que vinham aqui só arrotavam superioridade e faziam piada de nordestinos. E isso aconteceu há uns 7 anos. Como essa idéia de que o RS é uma “terra abençoada e livre de todos os problemas” é vendida cada vez mais, imagino que a imagem dos gaúchos perante o resto do Brasil só tenha piorado.
Encontrei uma amiga minha, de Brasília, em porto alegre, e fiz as vezes de “guia turístico” da cidade pra ela… faz alguns meses… ela ficou fascinada com a hospitalidade do povo, e me confessou que achava que seriam todos meio arrogantes e preconceituosos…
Entendo que o sulista passe um tanto dessa imagem pra cima, pelo fato de ser um povo com ligações mais próximas aos europeus do que o pessoal do resto do país, mas em momento algum isso é intencional
nao sei nem se é uma imagem construida pela mídia…
Off-topic: sou colorado e acho que é injusto o campeão da Sula ir para a Libertadores, mas esse vídeo em que a Cristina Ranzolin tira sarro do Paulo Sant’ana é engraçado: http://br.youtube.com/watch?v=4mqRllWQ2JE
Parabéns! Espero que a vaga deixada pelo Avaí seja nossa.
Grande Felipe. Como escrevi pra ele estes dias, certo dia desses me peguei, em plena MADRUGA, quando soube do resultado, comemorando uma vitória do Avaí com o punho cerrado, totalmente transtornado. Tudo isto por acompanhar regularmente a epopéia de nosso amigo.
No mais, congratulações a todos os avaianos.
pelo q lembro dos resultados daquela pesquisa do milton, o pessoal aqui, em geral, não curte muito o ruy carlos ostermann como comentarista (relativamente até sim). eu mesmo, já gostei há tempos, mas hj não me agradam certas frases mto largadas e outros pormenores.
mas como entrevistador acho q ele vai mto bem, dá espaço pro entrevistado falar, o q já é uma grande coisa, principalmente se o entrevistado valer a pena. fui em meia dúzia desses encontros com o professor e gostei mto (o com o felipão foi sensacional, mas tbm bebeto alves e márcia tiburi).
hj é com o eduardo galeano. na assembléia. não estou sendo pago pra propagandear isso. hehehe
os outros comentários são todos remunerados por danny&cecCO jhgjkgkjg
ceCO
Arbo, apesar de errado, é com CC mesmo…
Mas ele mesmo acabou de escrever seu nome no 32…
?
esquece, te entendi
é que a expressão DANNY & CECCO foi cunhada por guihoch desta forma… e colou…
as vezes eu de sacanagem quando vou falar com o douglas dobro todas as consoantes do sobrenome dele…
ccecconnello…
Quem escreve com dois “c” também está certo. Meus tios mais velhos têm seus nomes escritos com dois “c”. Mas sabem como são estes italianos, começam a beber e esquecem até os próprios nomes. hsausahuas
Felipe,
bacana, muito bacana seu relato. E relatos são bacanas quando fazem a gente lembrar de emoções parecidas.
nem sei se você já tinha nascido, mas no longíquo ano da graça de 1985, também senti este misto de incredulidade e alegria.
Os idiotas da objetividade podem dizer que o título baiano não vale nada,mas aquela conquista do brioso Esporte Clube Vitória, depois de uma fila de 5 anos (cinco anos são uma eternidade quando só existem dois times), foi de fuder.
Eu e um bando de desordeiros saltamos da arquibancada da velha fonte nova, pulamos o alambrado, o fosso, invadimos o campo antes do fim do jogo , tomamos porrada dos puliça e as porra e fomos campeões.
Depois de horas ainda cheguei em casa chorando de felicidade. Uma êxtase dos seiscentos diabos.
P.S não que eu queira me gabar, até porque isso não combina com minha modétia, mas o messias Evando começou a carreira no Leão baiano.
De nada.
Franciel, explica essa confusão dos cartões amarelos.
André,
quem melhor definiu aquela palhaçada no jogo contra o atlético mineiro foi meu amigo Carlos. Ao me ver esgoelando, xingando até a décima geração dos jogadores, técnicos, diretores e de irmã dulce, ele largou a seguinte: “Rapaz, pare com isso, que esta nojeira aí não merece nem vaia. Tenha amor por sua garganta”.
Palavras da salvação.
Cheguei de muda em Floripa no distante 1987 (12 anos depois cometi o desatino de voltar prá Porto Alegre) e, na época, os times da capital estavam em baixa, com Criciúma e Joinville rateando entre si os campeonatos estaduais há mais de década. Em 88, o Avaí montou um timaço (Fossati, Adilson Gomes, Marcos Severo e o mágico Adilson Heleno, entre outros) e retomou a hegemonia numa série de jogos inesquecíveis prá mim.
Neste ano, não tive a oportunidade de acompanhar o Leão mais de perto, mas os sensacionais relatos do Felipe me proporcionaram um saboroso “Deja Vu”. Parabéns ao povo avaiano.
Costera, Itacorubi, Sambaqui, Ressacada:
Oióoióió!
ESSE AVAÍ FAISH COISA!!!!
eu, que dificilmente nutro simpatia por outros times QUE NÃO o meu, acabei simpatizando com o avaí mais pela cordialidade e NOÇÃO do nobre leitor felipe catarina do que por qualquer outra coisa.
então fica aí meu parabéns pela subida e a esperança de que os confrontos com o inter sejam realmente ENCARDIDOS.
aguante avai cabrones dale evando chengue puto chengue jugo el grenal manias putos brasilenos maricones aguante isla de floripa avai aguante hermanos cerveza brasil playa samba futbol aguante
valeu os elogios aí, rapazes e menina Izabel. eh muito foda pra mim escrever sobre o Leão sem cair na pieguice. Tentei, acho que deu.
sobre o filme, ainda não o vi, mas entendo a piada, já que somos mais conhecidos pelo nosso torcedor famoso (Guga). Mas creio que ninguém lembrará disso quando ganharmos nossa terceira Libertadores, lá por volta de 2015.
sobre o Avaí ser o time da elite daqui, vai me desculpar, mas tá muito longe de ser verdade. Quem diz isso é porque nunca subiu morro ou puxou rede na praia, fala sério. Os próprios figueirenses nos chamam de “peixeiros”, “marisqueiros”, “catadores de berbigão” e por aí vai, e não conheço ninguém que tenha ficado milionário catando berbigão ou vendendo tainha. Tem até favela em São José com nosso nome (Morro do Avaí), um grafite gigante do Avaí na entrada de uma das maiores favelas de Florianópolis (Morro do Mocotó) e por aí vai.
Também não acho que o Figueirense seja um time de mauricinhos tipo o SPFW, mas o próprio Figueirense divulgou uma pesquisa faz uns três anos que mostrava que eles tinha proporcionalmente mais torcida entre a classe “A” do que nas classes “D” e “E”.
Mas, sei lá, no fundo penso que é uma discussão meio boba. Conheço avaianos e alvinegros da favela e avaianos e alvinegros que têm apartamento de centenas de milhares de reais na Beira-mar. Dificilmente tu vais encontrar alguém aqui que escolheu o time tal “porque é povão”. Geralmente o cara escolhe porque o pai era, porque ele mora perto de um ou de outro, ou porque o time tava numa fase boa. A diferença mais significativa entre nós e eles é que é dos avaianos que elas gostam mais.
Abs.
Sensacional!
Baita texto, que paixão hein Felipe?
Desde que comecei o namoro com minha senhoura, que viveu dos 8 aos 22 anos em Floripa, passei a considerar o Avaí como meu segundo time. Estou deveras feliz pela conquista.
Vou torcer pelo Avaí em 36 jogos no bovinão a partir de 2009.
E, Felipe, serás bem-vindo ao Olímpico.
Parabéns!
Ah, estereótipos…
Avaí = Raça
Figueira = Técnica
Sempre tive essa imagem.
Tá, eu sei, deve estar equivocada…
com certeza tá equivocada, Roger.
pelo menos nessa parte: “Figueira = Técnica”
Tá bom Felipe, é dos avaianos que elas gostam, afinal casei com um (você). Mas e você, não vai confessar que é das alvinegras que eles gostam mais? eheheheheheh Fiquei contente pelo acesso do Avaí, porque foi uma das vezes em que te vi mais feliz! Acompanho há cinco anos, desde quando nos conhecemos, todo o seu amor pelo Avaí. Até em amistoso do Avaí contra o “Operários de Mafra” eu lembro de você ter ido. Não importante se faz chuva ou se tem sol, mas você tá lá, na Ressacada. Você é avaiano de verdade, não tem nem um segundo time. Parabéns pela campanha do Avaí! E eu vou seguindo aqui, tentando ainda acreditar que o meu Figueira (com esse elenco tá difícil de manter a esperança) vai permanecer na eleite do futebol brasileiro no ano que vem.
Putz. Li agora o texto. Sensacional e muito bem escrito.
sensacional tbm o depoimento da magda. gora torço pro figueira ficar. imaginem estes dois num clássico na série A!?!
pois é, magda, me desculpe, mas o figueirense precisa cair.
afinal, queremos preservar essa família catarinense tão simpática. heh
ah, o figueira não precisa cair não…
que graça vai ter uma série A sem toucas?
ahahaha, arranjei mais uma leitora pro Impedimento. A Magda é nascida e criada no Estreito, bairro do Figueirense, adora futebol e é torcedora mesmo, desde a época em que eles estavam 20 anos sem título (1974-1994) e de ir ao campo mesmo nas horas ruins. De vez em quando ela vai comigo à Ressacada e eu com ela ao Scarpelli. Fazer o que, né? Não basta ser esposo/a, tem que participar. Só não me lembro a última vez que ela me chamou de “Felipe”. rsrsrsrsrsrs
impedtititi quer saber. como ela te chama?
hehehehe
zmfjhgzjfasgflkjsgfhkajs
“Há torcidas sofridas no mundo, eu sei, mas nenhuma deve ter sofrido tanto nos últimos anos quanto nós, os avaianos. Desde 2001, quando ficamos no quadrangular final da Série B e “eles” subiram, nós éramos sinônimo de fracasso, e eles, de sucesso.”
Nós do Caxias sofremos muito mais nesse ano e sofremos até hoje, afinal era pra termos subido no lugar “deles” e isso nos foi tirado inescrupulosamente pela comissão de arbitrágem. Eu odeio o Figueirense de uma forma que talvez só tu, Felipe, e os Avaianos entendam.
Fiquei emocionado com o teu relato pois consigo me colocar no teu lugar facilmente. Me senti assim uma única vez, quando o Caxias foi campeão gaúcho.
Ler o teu texto e principalmente este trecho: “pronunciei as palavras de que hoje acho graça: “p.q.p.! Nunca vou ver essa porra de time subir!”.” me fazem ter esperança de que um dia, talvez, meu time passe pelo mesmo que o teu passará ano que vem.
Parabéns e boa sorte.
Pohas, parabens a todos nós Avaianos… parabens a vc xará, por esse texto, e vamo subindo e pedindo licensa, pq a séria A é nosso lugar.
vcs sao um bando de sem nd pa fazer e ficam chjngando o meu figuera o figuera sim pode se dizer um time ninguem tem noçao de como eu odeio o lixo do avai a pior a torcida que existe vao trabalhar e param de invejar o figuera e vcs so sonham e m ir pra serie a fiquem ai chorando por cada perda do avai e nao se metam em xingar o figuera dinovo seu bobos invejosos passem muito mal!!!
como vcs ja sabem as alvinegras comandam sao as mais bonitas do q as avaianas vcs podiam pegar o dinhero q vcs ganham comprando os times para ganhar e da pras torcedoras fazerem uma plasticas pra ve se elas ficam mais bonitas!
iara, ninguém quer saber das avaianas. Nosso negócio é pegar as alvinegras.