Nada mais adequado para coroar o Ano da Gurizice Internacional do que o ESTUDIANTES de La Plata sagrar-se campeão mundial de futebol. Pois foi exatamente o que aconteceu diante do Manchester United, em 16 de outubro de 1968, quando os pincharratas promoveram uma verdadeira revolução estudantil para cima do time de George Best.
Na semana passada, portanto, o Leão comemorou 40 anos de sua histórica e única conquista CÓSMICA. O time de La Plata vivia assim sua Primavera de Praga e entrava definitivamente na Era de Aquário. Mas em vez de ORÉGANO, carrinho e cabeçadas fatais. Na partida deste domingo pelo Apertura, contra o Gimnasia Jujuy, os jogadores presentearam os campeões mundias com camisas semelhantes às usadas na época.
Para tornar ainda mais emotiva e ABARCANTE a homenagem, Juan Sebastián Verón anotou um dos gols da vitória por 2 a 0, honrando seu PADRE, um dos principais nomes do time que assaltou as jóias da Rainha naquele louco ano, anotando inclusive o gol pincha na segunda partida.
Muitos pensam que aquele time do Estudiantes, tricampeão da América, era apenas um ajuntamento paramilitar que descia a lenha até na sombra, que desonrava pai e mãe e cuspia na cruz, que não tinha sentimento ou qualidades mais evoluídas – uns FILHOS DE ÁTILA, em suma. ERRADO. Era um time disciplinado, pragmático e técnico que, quando necessário, castigava o adversário com sabedoria oriental – alfinetes, botinadas e provocações. Acontece que naquela época era SEMPRE necessário.
Acima um DOCUMENTÁRIO completo do feito pincharrata.
A primeira partida aconteceu na Bombonera, em 25 de setembro. Conigliario marcou de cabeça e garantiu a vitória castelhana. Na equipe do Manchester, nomes da envergadura de Bobby Charlton e George “Metade do que eu ganhei eu gastei em bebidas, carros e mulheres; a outra metade eu realmente desperdicei” Best. Na segunda partida, jogada em Old Trafford, logo de cara La Bruja Verón anotou um belo gol de cabeça. No final o time inglês ainda empataria, mas o time de La Plata já tinha garantido a felicidade total de seus asseclas.
E outro, também com a visão inglesa dos fatos.
Esta é a escalação mítica e antológica que colocou fogo na barricada do Manchester: Alberto José Poletti, Oscar Miguel Malbernat, Ramón Alberto Aguirre Suárez, Raúl Horacio Madero, José Hugo Medina, Carlos Salvador Bilardo, Carlos Oscar Pachamé, Néstor Togneri, Felipe Ribaudo, Marcos Norberto Conigliaro, Juan Ramón Verón. Treinador: Osvaldo Juan Zubeldía.
Saudações,
Douglas Ceconello.




sensacional.
concordo com o cassol: não deveria ter faltado ao impedimento para me concentrar nos meus afazeres e ganha-pão.
Esse time do Estudiantes era foda demais.
Eu tenho em casa um DVD (de uma série, History of football, acho, que é duca) que fala sobre os títulos do León. E, claro, feito por ingleses. Logo, os caras não falaram uma puta vez do Mundial sobre o Manchester, só trataram de tentar desonrar os pinchas com as cenas da final contra o Milan, em 69, que teve até jogadores presos após a partida.
Mas era uma verdadeira máquina.
O presente dos cabras. Já comprei uma do Flusão neste sítio e fiquei muito contente com o resultado. http://www.toffs.com/bin/venda?ex=co_wizr-locayta&template=wz_locayta&pageno=1&perpage=20&collate=ivtype%3Aprice%3Apdxtnecktype%3Apdxtteam%3Apdxtfabric%3Apdxtslvlength&fieldrtype=type&termtextrtype=invt&typertype=exact&fieldcatrestrict=xancestorid&termtextcatrestrict=shop&typecatrestrict=exact&fieldpdxtteam=pdxtteam&typepdxtteam=exact&termtextpdxtteam=Estudiantes&typekeywordsearch=keyword&termtextkeywordsearch=
Muito bom o post.
Concordo que esse time do Estudiantes era de mais. Era um timaço mesmo.
time que iniciou o legado bilardista de futebol – foi com Zubeldía, mas acabou sendo atribuído a Bilardo devido a 1986. Ou seja: dedo na cara, no olho, canelada, água batizada, vestiário trancado e tudo o que tem direito.
houve um forte confronto entre as ideologias dos bilardistas e dos menottistas, estes últimos adeptos de um jogo mais cadenciado, que valoriza a técnica e a qualidade. A Argentina levou o título mundial com ambos.
“que desonrava pai e mão e cuspia na cruz”
ou é “pai e mãe” ou é “pau e mão”, decidam-se! casado e solteiro ao mesmo tempo não dá!
Ah, Augusto, perceba os encantos deste belíssimo exemplo de ATO FALHO. hsuadasds
Mãe não se desonra oras!
#7 melhor comentário
Sempre bom lembrar que naquela época era muito barbada o campeão ganhar de novo. O Estudiantes já começou nas semi-finais nas duas últimas conquistas da Liber.
Nesse ponto até, o Boca é bem mais galo que o Independiente.
Esse é um vice – Liberta-68 que dá gosto de ser, só pelo time que foi campeão. E pensar que, nos critérios atuais, teríamos levado (melhor saldo nas duas primeiras partidas).
Prestes, as semifinais não eram bem “semifinais” a partir de 70, eram grupos de três em turno e returno. E falar de “barbada” em Libertadores naquela época… bem, pergunta pros jogadores se eles achavam isso… hehe
“Ano da Gurizice Internacional”
Uma bem humorada e porque não, bela definição, para uma época que eu invejo, uma época em que sonhar em mudar o mundo (ao menos isso) era possível. A nossa geração não teve esse privilégio.
Tanto em 69, quanto em 70 o Estudiantes precisou jogar apenas 4 partidas pra ser campeão. Bem mais fácil que hoje em dia.
Seis partidas. Quatro na semi e duas na finaleira.
acho maior privilégio que não invejassem outra geração
É… mas contra o Gimnasia y Esgrima de La Plata eles tomam um calor.
La 22
Voce, 7ris7er0, nao pode falar: 7×0 e abandono; jogadores que declaram no escritório do prosecutor público, depois que venderam um partido de encontro à boca. O pincha (53% e o clube internacionalmente respetado da cidade) tetracampeao nacional, pentacampeao internacional.
Gimn*sia = gilaCia
Torcedor de gilacia = 7or7ero (porque eles fazem largas tortas)
7ris7ero (porque eles son uma personificacao da tristeza e do abandono a seu time)
GRACIAS CHOY (JAJAJAJAJA)