A coisa andou cabulosa nas bandas de Jujuy no último sábado. No empate por um gol entre o Gimnasia de lá e o Argentinos, os dirigentes do clube jujeño pediram a cabeça do árbitro Saúl Laverni. Não tanto por supostos erros na cancha, mas porque, diante da pressão de diretores e jogadores ao final da partida, o homem do apito teria saído com esta: “dejen de molestar, bolivianos”. Após o jogo, o presidente do Lobo, Raúl Ulloa, anunciou aos meios de comunicação que estava renunciando ao cargo “porque no quiero estar más en el fútbol mientras Laverni siga dirigiendo. Nos trató de bolivianos”.
Em toda a província de Jujuy, Ulloa é conhecido como um cara bastante tranqüilo, mas no sábado ele definitivamente subiu nos tamancos. Disse que a declaração do árbitro foi uma clara demonstração de discriminação e que é impossível continuar no futebol enquanto ele seguir apitando. E a rusga parece não vir de hoje. “Luego de 20 años en el fútbol, es algo que no voy a tolerar. Laverni siempre tiene un trato despectivo para con Jujuy”, lascou. Outro dirigente importante do Lobo disse que Laverni evita ficar em Jujuy quando apita jogos na região, preferindo sempre a província de Salta. Agora há um impasse dentro do próprio Gimnasia, pois a Comisión Directiva do clube não aceitou a renúncia de seu presidente. O Lobo levou uma reclamação oficial à AFA e pedir providências contra o maldoso e sacripanta Laverni.
O mais catastrófico de tudo é que Laverni conseguiu, com apenas uma declaração, ofender tanto o pessoal de Jujuy como os bolivianos, caracterizados no sentido pejorativo. Localizada no extremo noroeste da Argentina, a província de Jujuy faz divisa com a Cordilheira dos Andes (oeste), a Bolívia (noroeste) e com sua irmã Salta (leste e sul). Tem cerca de 500 mil habitantes e sua capital é San Salvador de Jujuy. O relevo é condecorado de montanhas e o vivente vai se engasgando mais e mais conforme desloca-se do leste para o oeste, sendo abençoado pela altitude inominável. Destaque para a Quebrada de Humahuaca, um cânion dantesco que se esparrama por mais de 150Km, dividindo a província em duas. Em 2003 foi aclamado pela Unesco como Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade.
E que Laverni não torne a aparecer em Jujuy, porque o povo de lá é bastante orgulhoso de suas origens para que chegue um INGLÊS e fique tripudiando sobre algo que eles adoram exaltar. A maioria da população é formada de mestiços de índios quechuas ou de outras etnias derivadas da Bolívia. Até hoje os jujeños mantêm hábitos pré-COLOMBINAS, mostrando que não há TV a cabo capaz de extirpar o valor do bom e velho artesanato. Fora das grandes cidades, os costumes remetem mais aos bolivianos do que a Buenos Aires. No entanto, é pedir para levar um RADIARRAIA chamá-los de “índios”. Eles são contra este tipo de denominação, inventada pelas brilhantes cabeças invasoras, e preferem ser chamados de ORIGINALES.
Delírio certo, dizem, é ir a Jujuy no Carnaval, coisa que o lazarento do Laverni certamente não mais poderá fazer. A festa dura cerca de uma semana, período em que as pessoas usam máscaras de DIABO para garantir o ANONIMATO e permitir que as manifestações do ESCURO DA ALMA não os constranjam nas outras 51 civilizadas semanas do ano.
Assim como acontece aqui no ZILZÃO, lá os santos católicos têm companheiros mais DESPOJADOS. Mas, em vez das entidades africanas, são as incas que se fazem presentes. Como a Pachamama, a Mãe Terra, que seria o equivalente da VIRGEM MARIA. Mas há espaço para todas as crenças e as divindades dividem os mesmos lugares, como se fossem um único OBJETO DE ADORAÇÃO. Para agradecer à Pachamama pelas graças alcançadas, muitas vezes os jujeños deixam oferendas em lugares considerados sagrados, como estradas e o topo das montanhas. Geralmente os mimos consistem em comida, BEBIDA e CIGARROS. Não sou santo, mas também estou aceitando estas benesses. Favor entrar em contato por e-mail.
Na economia, a agroindústria esmirilha em açúcar, tabaco, legumes e CÍTRICOS. Também são motivos de orgulho a atividade siderúrgica, a indústria de papel e celulose e a atividade de minérios, especialmente os minerais METALÍFEROS (o ferro, o chumbo, a prata, o zinco, o cobre e o ouro), dos quais Jujuy é a principal produtora do país. Também se produz pedras de construção e ENXOFRE, provavelmente para combater aqueles FOLIÕES que não querem lagar as máscaras de DIABO do Carnaval.
A pecuária também faz bonito, com ovinos, caprinos, eqüinos, suínos e CAMELÍDEOS (em especial, as lhamas). Aqui neste ponto é crucial dizer que a carne de LHAMA é um iguaria culinária. E a maioria da gastronomia da região, assim como em toda a argentina, é baseada em CARNE, o que é prova de retidão de caráter. Quer lhama, come lhama. Quer chorizo, como chorizo. Que ALFACE, chora.

Lhamas passam uma tarde em Itapuã
Bem, eu não conheço Jujuy pessoalmente, mas sei que Laverni VACILOU. E certamente será recebido com um balde de enxofre e um acerto de contas de Pachamama se algum dia ousar retornar em tão valoroso rincão. De agora em diante, “conhecer Jujuy” está anotado aqui no meu caderinho, entre “esbofetear Tite” e “correr dos touros em Pamplona”.
As informações são do Olé, da Wikipedia, da página do PODER de Jujuy e deste texto de Diogo Dreyer, um sortudo que para lá viajou.
Saudações,
Douglas Ceconello.






bá, texto LÔCO de BOLIVIANO – sempre no sentido positivo e único do termo.
“De agora em diante, “conhecer Jujuy” está anotado aqui no meu caderinho, entre “esbofetear Tite” e “correr dos touros em Pamplona”.”
O texto todo foi genial, mas o final ganhou a leitura.
Fui, e recomendo
existe um onibus que sai do rio de janeiro até santiago do chile, da empresa PLUMA, ele faz uma tur pela maerica do sul, rio, sampa, curitiba, floripa, POA, uruguaiana e dai pra diante até santiago, muito bem recomenda, pois os onibus sao trocadoa a cada 500 km, se sair direto do rio a passagem fica mais em conta ainda, boa sugestão.
guihoch
Percebo que a corporação está ampliado seus tentáculos, obviamente esse texto escancara o nascimento da ImpedTur: desbravando os rincões de Sudamérica.
Aula.
o Douglas escreve muito bem, é verdade, e na minha opinião a sua melhor qualidade é colocar legendas em fotos.
ImpedTur?
Excelente idéia, Luzardo. Admite-se gerente.
Mas é muita coragem fazer RJ – Santiago de busão. Na moral, tirei o chapéu.
e diretor de marketing?
com lista de VIPs paulistas?
guihoch, o interesado
diversificação de negocios, tenho dito
guihoch
já fiz poa-santiago-poa e [não] recomendo.
deve ser cansativo bagarai
Se um rio-bh já estraga, imagina 2, 3 dias dentro de um ônibus?
bah dante, conta essa historia aí pra galera…
vai ter que contar na integra senão só vou dizer que tu BOXEOU a mina
jiosdáj8sdafuj89-sdfau89-sdfau8j9dafuj890dfasuj89sdfaj89sdfajmsdfajsdfasdfuia
GUIHOCH
EM TEMPO:
PORCO NO ESPETO É BOM DE COME
MAS NO BRASILEIRÃO O PALMEIRAS VAI SE FUDE
QUERO VER GERAL CANTA
O VERDE É LINDO MAS NO CHÃO DA GRAMA
O CAMPEONATO É DO GREMIO ACEITA NÃO RECLAMA
De agora em diante, “conhecer Jujuy” está anotado aqui no meu caderinho, entre “esbofetear Tite” e “correr dos touros em Pamplona”.
Melhor final, ashauahahauahahyhah
1. dante | 23/09/2008 at 10:33
já fiz poa-santiago-poa e [não] recomendo.
SEM INTERVELO, OU SEJA, DOIS DIAS EM UM HOTEL EM SANTIAGO PARA RELAXAR E CURTIR? DAÍ SIM É LOUCURA!
GUIHOCH
fino, essaí do BOXE NA MINA foi pior, era CUSCO-SANTIAGO.
aí sim que a lhama frita. [ns]
Fiz Porto Alegre – Fortaleza via sertão cearense. Quase 4 dias. Encontro nacional dos estudantes de comunicação. Vadiagem pouca é bobagem.
“De agora em diante, “conhecer Jujuy” está anotado aqui no meu caderinho, entre “esbofetear Tite” e “correr dos touros em Pamplona”.
Como diriam os antigos professores de literatura, o Douglas fechou o texto com chave de ouro. Com exceção de correr dos touros em Pamplona, concordo integralmente com as outras sugestões.
Qdo era piá fazia Rio-POA de buzão sempre. E era show.
Depois de anos fiz um POA-Rio pra ver os Stones. Foi foda. Só tinha maconheiro no ônibus, foi desagradável.
po…..que preconceito!
Bah Douglas, quando tu for traz uns bifes de lhama pra mim
ô douglas,
eu estive lá em pamplona. eles não deixam ninguém correr bêbado.
de fato, eles te dão uma coça pior que o atropelamento taurino se tu tentar.
tu teria que escolher PRIORIDADES
mas confio que tu farias a melhor escolha
ljdashkdjsahkdjasdsa
porra, BAFÔMETRO até pra FUGIR DE TOURO.
desisto.
Bah, nesse show dos Stones uns parceiros meus ficaram dias RIPONGUEANDO na beira da praia em Copacabana. Resultado: tomaram gás de pimenta no zóio.
ôooooo dante,
não é os HOMI DA LEI ali não. é mais os NATIVOS que não querem americanos morrendo e estragando toda diversão
hshshshshshshsh
Que mundo cretino. O cara não pode mais nem morrer feliz. asudhasudhas
Quando for, obviamente ficarei numa LAJE enchendo a guaiaca e torcendo para os bois.
No outro dia, quando estiver de ressaca, me largo no meio das FERAS. Só pra curar o trago. asuhasusa
Depois que inventaram a penicilina, não tem mais graça.
antes qualquer raspão de chifre já matava o cara.
agora, é uma BICHICE
bá, mas esfregavam o ANTAVÍRUS no chifre do touro?
*hantavírus.
ANTA, no caso, sou eu.
Não apenas os de Jujuy tem fama de bolivianos. Os adeptos do Talleres tratam o Belgrano de BOLIGRANO.
Gênio.
chifre de touro é um troço tri cheio de microbio, cocô e outros biriris menos cotados dotor. era infecção e morte certa.
tanto que em todos as arenas espanholas – de tourada, nao dessas que o grêmio quer fazer – tem um estátua do alexander flemming, inventor da penicilina ali.
mas então são uns CAGÕES esses espanhóis, hein?
não têm medo do touro mas têm medo de uns bichinhos invisíveis. açdlkjgvs0idgusiodguslkdjg
Fui, recomendo e voltarei.